CADA UM TEM OS CONTEMPORÂNEOS QUE MERECE

Um problema grave da contemporaneidade: nossos contemporâneos. O enfoque varia dependendo da análise, mas pode ser brutalmente reducionista. Naquele tempo Ana Cristina César publicou “A Teus Pés”. Naquele tempo Reinaldo Moraes escreveu “Tanto… Continuar lendo

UM FAROL PARA TEMPOS OBSCUROS: MARIA VALÉRIA REZENDE

A cena da piscina do filme “Que horas ela volta?” tem uma forte concorrente a ocupar o imaginário contemporâneo: a chegada da escola em Olho D’Água presente no romance “Outros cantos” de Maria… Continuar lendo

UMA OBRA A QUAL TODOS DEVEMOS TOPAR

Paula Fábrio tem estilo inconfundível, no entanto, de impossível nomeação. Uma prosa que de tão natural e cativante parece-nos intuitiva com seu alto grau de elaboração poética (até pelo seu formato “Um dia… Continuar lendo

O PRÓXIMO DA FILA DE HENRIQUE RODRIGUES

Caramba, que prosa envolvente e fluida, sua narrativa nos absorve com eficácia e intensidade em um universo de fast-food e personagens sem nomes e acaba por nos despertar uma variedade de sentimentos que… Continuar lendo

UM GRANDE ROMANCE QUE NÃO PODE PASSAR DESPERCEBIDO: O LUME E O AGRESTE

Fabiano Costa Coelho escreveu um romance ambicioso, no melhor sentido da palavra (destemor). O autor desdobra gerações e gerações da família Mendonça e acaba por compor um mosaico vastíssimo do Brasil do século… Continuar lendo

ASSOCIAÇÃO ROBERT WALSER PARA SÓSIAS ANÔNIMOS DE TADEU SARMENTO

E se Woody Allen amalgamasse suas comédias mais ácidas ao seus dramas mais graves? E se Annie Hall encontrasse Crimes e Pecados? Uma resposta possível: “Associação Robert Walser para sósias anônimos” de Tadeu… Continuar lendo

DUAS PRAÇAS DE RICARDO LISIAS

A linguagem mora no invisível, eis o recado mais contundente de “Duas Praças” (2005) livraço de Ricardo Lisias que só li recentemente. Maria e Marita, personagens deste intrigante romance, são duas vidas dessemelhantes política… Continuar lendo

DICIONÁRIO DE PEQUENAS SOLIDÕES DE RONALDO CAGIANO

“Dicionário de pequenas solidões” é daqueles achados que a gente começa a ler e não quer que termine nunca. Eis uma obra que nos apetece de si e à medida que nos dá… Continuar lendo

COMO REAGIR DEFRONTE A UMA OBRA-PRIMA? A QUEM RECORRER?

O teste é simples. Abra uma página qualquer e tente encontrar algo que não o dilacere ou o alumbre ou o desconcerte. Tente não ficar de boca aberta por mais de cinco minutos… Continuar lendo

QUANTAS PÁGINAS TORNAM UM LIVRO MEMORÁVEL? NÃO MUITO.

Dalton de NÃO MUITO está menos para Bartleby de Melville e mais para a canção Socorro de Arnaldo Antunes. Ele tenta: age, se movimenta, prefere fazer, mas pouco adianta se não sente nada.… Continuar lendo